Para alguns, a vida é uma simples progressão de acontecimentos corriqueiros que se sucedem com o passar dos anos. Para outros, isso é pouco. Amigos leais, Noodles (Robert de Niro) e Max (James Woods) foram crianças de ascendência judia comuns do Lower East Side nova-iorquino no começo do século 20. Mas queriam mais. Primeiro o envolvimento com o crime. Depois, o controle de todas as ações criminosas da região: um verdadeiro império.
Dirigido pelo cultuado Sergio Leone, Era Uma Vez na América conta cinco décadas de ações criminosas e das vidas das pessoas por trás delas. Aclamado como um dos mais contundentes e melhores filmes de gângsteres da história do cinema. Um épico policial dramático e grandioso, com um elenco à sua altura.
Mais que uma história na América, um fragmento importante da própria história americana.Projeto gigantesco. Quase quatro horas de duração (na versão do diretor). Orçamento de trinta milhões de dólares. Cenários e figurinos de três épocas diferentes. Robert De Niro como ator principal.
Era Uma Vez na América, o último filme de Sergio Leone, foi um desafio em vários sentidos. Os produtores, receosos de um fracasso no mercado americano, reduziram o filme para pouco mais de duas horas e aí provocaram o que temiam: baixas bilheterias e críticas ruins. Leone conseguiu, então, distribuir o filme na Europa na versão original, e tudo mudou: excelentes críticas e bom faturamento.
Mais tarde, relançado nos cinemas dos Estados Unidos, em sua versão Era Uma Vez na América fez o sucesso que merecia. Um épico não poderia mesmo ter uma trajetória burocrática.


