Todas as opiniões sobre os filmes emitidas neste blogue são de responsabilidade unicamente da autora e não refletem de jeito maneira alguma verdade universal. É só achismo nada mais que isso e levar a sério pode causar gastrite e mau-humor
sábado, 24 de abril de 2010
Invictus
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Gran Torino
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Um Sonho de Liberdade
Poucos filmes conseguiram a proeza de serem encenados em um ambiente e falarem de algo que está muito distante do local onde ele se passa, e ainda assim serem totalmente palpáveis. Não é sobre a prisão e o mundo institucionalizado – além do próprio processo de institucionalização – que “Um Sonho de Liberdade” trata, mas justamente sobre o mundo e os sentimentos que estão do outro lado dos muros e que, durante 90% da projeção, sequer é visto pelo espectador. Ao falar sobre liberdade e esperança, conceitos escondidos do outro lado do portão da prisão de Shawshank, o filme de Frank Darabont cria um elo particular com o espectador, porque tira dele também a possibilidade de ver o outro lado. Torna-o cúmplice de seus personagens não na busca pela fuga da prisão, mas na esperança de (pasmem) poder ter esperança.
Durante as décadas que acompanharemos Andy Dufresne (Tim Robbins), bancário rico acusado de matar a esposa e o amante, na prisão de Shawshank, em companhia de “Red” Redding (Morgan Freeman), raramente veremos momentos onde o sol brilhe com intensidade. Esses momentos surgem pontuados, quebrando a constante neblina e o clima úmido, quando o assunto esperança é evocado diretamente ou apareça nas entrelinhas: durante a pintura no telhado, no trabalho fora da prisão, na primeira conversa entre Red e Andy ou na emocionante cena que resume a idéia toda: quando Andy quebra as normas e coloca no alto falante da prisão uma ária de Don Giovanni, de Mozart, para uma platéia de homens alijados da liberdade, absortos em admiração a uma voz que, como o próprio Red diz, ninguém ali sabia o que dizia, mas espetava seus corações de uma forma que eles não sabiam explicar.
Já na história original de King todo o processo de manutenção da esperança e da fé de um homem – e da forma como ele consegue transformar as perspectivas dos que o cercam – baseava-se no tema de manter a humanidade em um ambiente que tenta, simplesmente, transformá-la. No sistema de Shawshank, a disciplina cria a chance de reabilitação. A punição com forma de resgatar a fé, a disciplina e a rotina como meios para alcançar a obediência, que seria a base da vida em sociedade. A cada dez anos, esse processo era avaliado. E entregava à sociedade, décadas depois, um homem completamente incapaz de tomar suas próprias decisões. “Durante 40 anos pedi permissão para mijar. Não posso mais ir ao banheiro sem pedir permissão.” O processo todo é balanceado pela hipocrisia dos que aplicam o sistema, detentores de uma moral mais torta do que daqueles a quem ela é ditada.
Bravo!
terça-feira, 16 de junho de 2009
O Leitor

Este eu fiz o inverso: primeiro assisti ao filme e depois li o livro.
Várias passagens eu só realmente fui compreender depois de ler o livro, mas isso não impede que tanto um como o outro seja magnífico.
O filme/livro retrata um processo envolvendo o julgamento de algumas mulheres nazistas que foram guardas da SS em campos de concentração no final da guerra e, nessa qualidade, foram responsáveis por muitas mortes, especialmente de judeus.
A discussão jurídica é apenas o pano de fundo para debates muito mais complexos sobre a natureza humana, a questão da culpa dos alemães, o conflito de gerações, o conteúdo contextual e histórico de justiça, o dever moral de agir diante de uma injustiça, a inexigibilidade de conduta diversa, o direito à memória e à verdade, o direito de defesa e assim por diante. Nesse ponto, o livro é um pouco mais rico do que o filme, embora o filme tenha se mantido muito fiel ao conteúdo do livro.
Enfim, recomendo tanto o livro quanto o filme.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Casablanca

Anos depois já em Casablanca, na Marrocos francesa, ela aparece com seu marido, o herói Victor Laszlo, interpretado pelo ator Paul Henreid, justamente no Rick's Bar, do qual o personagem de Bogart é dono. Eles estão à procura de um meio de fugir para a América. O sofrimento de Rick ao vê-la é inevitável e ela fica novamente dividida entre seus dois amores.
O final é realmente surpreendente. Mas o sucesso do filme, que até hoje continua ganhando muitos fãs de todas gerações, explica-se pela fórmula bem-dosada de romance, humor, intriga e suspense.O pano de fundo para o romance vivido por Rick e llsa não poderia ser mais tenebroso, com os estrondosos canhões nazistas que invadiam Paris.
Logo no começo do filme, dois soldados alemães são assassinados no trem e as suspeitas da polícia recaem sobre os traficantes de vistos de saída. Um deles é detido em pleno Rick's Bar e morto ao tentar escapar. 0 clima volta a ficar tenso quando o líder da resistência francesa Victor Laszlo desafia os nazistas cantando o hino da França, La Marseillaise.
No final do filme, o capitão Renault joga a garrafa de água Vicky no lixo num claro protesto contra o protecionismo francês.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
As Confissões de Schmidt

Dizer que Jack Nicholson é um ator espetacular é quase um pleonasmo. Mas não dizer isto é uma injustiça. Portanto, ainda que possa parecer redundante, "As Confissões de Schmidt" só funciona porque Nicholson está lá. Não dá para pensar em outro ator que encarnasse Walter Schmidt com tanta competência e maestria, sem torná-lo artificial, caricato e entediante. Não é para menos que Nicholson levou para casa o Globo de Ouro como melhor ator e recebeu uma indicação ao Oscar como tal.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
O Incrível Exército de Brancaleone

O filme consegue ser hilário, mesmo na reconstituição dos aspectos mais avassaladores da crise do século XIV, representados pela trilogia "guerra, peste e fome". Utilizando-se sempre da sátira, o filme de Monicelli focaliza a decadência das relações sociais no mundo feudal, o poder da Igreja católica, o cisma do Oriente e a presença dos sarracenos.
Na sua autobiografia, L´Arte della Commedia , Monicelli revelou que o roteiro nasceu de uma sinopse sobre camponeses medievais e suas desventuras, mas o projeto foi abandonado quinze anos antes do filme, em 1950. Na tese de João André Brito Garboggini, o célebre autor conheceu a chamada "comédia italiana" nos anos 30, quando a crítica era refratária a este gênero. Porém, o seu Armatta Brancaleone nasceu quando a comédia chegou ao zênite na Itália e num contexto em que esse tipo de cinema não era tido meramente como arte "evasiva".
Na verdade, o que Monicelli se propõe no filme é a crítica pela sátira e a mais pura contestação política. Mais do que isso, segundo Garboggini, ao pesquisar sobre a vida do velho cineasta, o roteiro contém muitos elementos da vida de seu criador. Mario explicou ao professor que a tal história quixotesca da armada de Brancaleone é, na verdade, uma crítica aos líderes políticos que investem tanto numa causa que eles julgam como correta e vêem os seus sonhos se transformarem em nada, de verem as suas investidas recaírem num cúmulo de "furadas", como nos cômicos da película.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
As 7 Faces do Doutor Lao
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Hoje
Mas destes havia um que possuía uma mística, uma capacidade de nos transmitir uma lição de moral, sem estresses e de maneira adorável. Suas fábulas eram um misto de aventura, ficção, drama, questões adultas, porém, ao mesmo tempo infantil. A alegria, a decepção, o medo, a raiva e a tristeza eram trabalhados num misto de ingenuidade e genialidade. George Pal tinha a alma de Peter Pan: recusava-se a crescer o eterno menino que criou obras de vulto. Tentar comparar sua A Máquina do Tempo (1960) com a refilmagem de 2002 não tem sentido, posto que a segunda não possui sequer a mística da original.
As Sete Faces do Doutor Lao (Seven Face of Dr. Lao – 1964) nunca foi refilmado e dificilmente poderá sê-lo, pois tantas são as qualidades. Na modesta cidade de Abalone seus cidadãos estão diante de um dilema: vender suas propriedades para um rico fazendeiro. Um jornal local defende a permanência, mas está perdendo a causa. Surge então o Circo do Doutor Lao. Na verdade, do nada, pois nosso velhinho chinês chega num jumento.
Tony Randal interpreta o Doutor Lao, além de outros seis personagens (Merlin, Pan, Apolônio de Tiana, o Abominável Homem das Neves, a Serpente e Medusa). Tão polivalente quanto o sábio chinês, apresenta nossos pecados, nossas fraquezas. Não se amedronta diante do poderoso fazendeiro, ao contrário, convida-o e em seu circo conhece uma de suas faces (numa autoparódia). Ao final, incita os cidadãos a decidirem por seus destinos. Muita alegoria é empregada, inclusive quanto ao “dragão”, que apesar das constantes advertências, mais parece um girino num aquário que vive cuspindo para fora. Mas aí se dá a verdadeira magia de George Pal: se tudo não é o que aparenta ser, na verdade o que é o “dragão”? Os capangas do fazendeiro derrubam o aquário do bicho desaforado e na verdade descobrem que ele é... um gigantesco dragão!
Moral da história: nem tudo é o que aparenta ser, nem sempre aparentamos o que realmente somos, mas muito cuidado devemos tomar quando um sábio nos previne diante do mal e lhe damos as costas. RECOMENDO, mesmo porque em algum momento de nossas vidas, diante de um dilema, surge um velhinho chinês, que do nada, nos apresenta um circo em que somos as principais atrações!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Mary Poppins
Este é com certeza, um dos maiores clássicos da Disney em toda a sua história. “Mary Poppins” marcou várias gerações e, com certeza os mais velhos assistiram muito o filme nas matinês da sessão da tarde. Mesmo tendo envelhecido um pouco, a história da babá misteriosa de poderes mágicos que vai trabalhar na casa de um banqueiro para cuidar de um casal de filhos, e transforma a vida de todos com seu jeito diferente e mágico de fazer as coisas é, até hoje, fascinante.Cada vez que Mary Poppins usa sua magia, tornando tudo mais divertido e colorido, somos embarcados em um mundo de fantasias onde tudo é possível, e ao som de muita música e dança. Muita mesmo, aliás essa é a única falha do filme, o excesso de números musicais, apesar de serem ótimos (a cena da dança nas chaminés é sensacional). Ainda assim o filme é ótimo. A sua parte técnica não deixa a desejar, com uma direção de arte fabulosa, fotografia e trilha sonora contagiantes, além de efeitos especiais muito bons para a época.
O elenco dá um show, Julie Andrews (em sua estréia nas telas) segura bem sua personagem, mostrando talento e carisma. Dick Van Dyke rouba a cena sempre que aparece na tela, com seu jeito cativante, e seus divertidos números musicais. As crianças Jane (Karen Dotrice) e Michael (Matthew Garber) são incríveis, encantam a todos. A trama é baseada no livro de P. L. Travers, e era um dos projeto que Walt Disney sempre quis fazer. Enfim, “Mary Poppins” é um filme inesquecível que marcou a infância de muita gente. Seria bom que as crianças de hoje também se deliciassem com canções tão divertidas como “Supercalifragalisticexpialidocious”. É um verdadeiro clássico infantil para toda a família ver.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Antes de Partir
A comédia dramática se justifica e se apóia, independente de qualquer outra coisa, no carisma de Jack Nicholson e Morgan Freeman.
Nicholson vive Edward Cole, milionário gestor de hospitais cujo lema é um número: dois leitos por quarto, nunca menos. Freeman é Carter Chambers, um mecânico que abandonou seus sonhos de juventude quando viu que teria uma família para alimentar. Quando os dois ficam fulminantemente doentes, seus caminhos se cruzam.
E se cruzam porque, para não desonrar seu lema, Edward, o dono do hospital, acaba no mesmo quarto de Carter. O estranhamento inicial logo se transforma em apoio mútuo. Ambos têm poucos meses de vida, e só um doente terminal para entender o tipo de drama que o outro vivencia. Do nada, Edward convence Carter a fugir e botar em prática uma lista de últimos - e excêntricos - desejos antes de "baterem as botas". Nos EUA, a expressão usada nesses casos é "chutar o balde", daí o título original do filme, A Lista do Balde.
Pouco antes das filmagens, por uma funesta coincidência, Nicholson teve que ser submetido a uma intervenção cirúrgica que o deixou de molho por meses. O fato de interpretar um personagem turrão à beira da morte evidentemente transtornou o ator - e o filme se beneficia do estado de espírito indômito de Nicholson. Ele atua com um senso de urgência que enriquece o personagem, em interessante contraste com a pose sempre professoral de Freeman.
Gostei muito deste filme. Ensina a acreditar na felicidade mesmo quando ela parece inatingível; ensina a acreditar nos sonhos, mesmo que o fim esteja próximo; relembra que sempre deve-se haver esperanças, mesmo quando tudo parece muito mais que perdido.
sábado, 19 de julho de 2008
Os Girassóis da Rússia
Marcello Mastroianni (de “A Doce Vida”) e Sophia Loren (de “A Queda do Império Romano”), a dupla dinâmica do Cinema Italiano que fez bastante sucesso entre as décadas de 60 e 70, gravou esse filme em 1969-70, dirigido por Vittorio de Sica (“Ladrão de Bicicletas”).Os três já haviam trabalhado juntos em 1963, em “Ontem, Hoje e Amanhã”.A parceria entre Loren e Mastroianni perdurou por mais 5 filmes.No total, eles tiveram 12 trabalhos em comum (o primeiro foi em 1950 e o último em 94, dois anos antes da morte de Marcello) e foram, creio eu, grandes representantes do excelente Cinema Italiano pelo mundão afora.
Giovanna e Antonio, recém-casados, são separados quando, por artimanhas malucas do destino, ele é convocado pelas tropas italianas a partir para a Rússia em defesa de seus país, que enfrentava a Segunda Guerra Mundial.
Antonio vai e nunca mais dá notícias. Simplesmente desaparece sem deixar pistas: as forças armadas o consideram morto. Inconformada e crente de que seu marido não morreu, Giovanna vai à Rússia procurá-lo. Qual não é sua surpresa quando ela encontra Antonio, mas não seu marido.
“I Girasoli” foi gravado parte na Itália, parte na Rússia.Tem uma trilha sonora muito bonita e várias cenas memoráveis, como a que mostra Giovanna procurando, um por um, o túmulo do esposo num imenso campo de girassóis e as lindas cenas de despedida e reencontro das personagens.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Como Água Para Chocolate

domingo, 18 de maio de 2008
O Carteiro e o Poeta

terça-feira, 22 de abril de 2008
Doutor Jivago

sábado, 5 de janeiro de 2008
Apocalypto
“Apocalypto” inicia-se com uma citação do filósofo, historiador e escritor Will Durant sobre Roma, referindo que uma civilização só é conquistada do exterior quando já se destruiu a si mesma. Supostamente, este filme versa sobre a civilização Maia, apesar dessa referência nunca ser explicitada. Mas nem sequer a sugestão de que “Apocalypto” possa ter algum fundamento histórico sustém a sua vacuidade.“Apocalypto” conta a história de Pata-Jaguar (Rudy Youngblood), um jovem caçador de uma aldeia no meio da floresta tropical. Quando a sua aldeia é atacada por um grupo de guerreiros, o instinto de Pata-Jaguar leva-o a proteger a sua família. Mas quando é capturado a luta pela sua própria sobrevivência não é mais do que a luta pela sobrevivência daqueles que ama e que deixou para trás. Carregando este filme aos ombros, o estreante Rudy Youngblood plasma a transformação da inocência em agressividade, de um homem de família num astuto estratega.
“Apocalypto” é visualmente impressionante. Tem planos verdadeiramente criativos, um ritmo eletrizante e a lindíssima fotografia de Dean Semler. Da floresta verdejante à imponente cidade, as paisagens mexicanas e os cenários são de tirar o fôlego. Mas o fascínio de Mel Gibson por sangue, já patente em “The Passion of the Christ” (2004), parece ter-se agravado. “Apocalypto” é puro gore, e a sua qualidade técnica torna-o o extremamente violento. O espectador é forçado a superar imagens explicitamente cruéis (algumas delas tontas até) na esperança de que a história diante dos seus olhos se mostre digna desse esforço. Mas Gibson mostra apenas uma obsessão estética.
Se “Apocalypto” tem uma mensagem, ela não chega até nós. Tendo em conta os poucos diálogos (os que há, são em Maia), talvez seja mais fácil olhar para este filme como apenas um action movie, sem lhe pedir muito mais. Simplesmente, aproveitar a(s) sua(s) forma(s). Como as da loura que foge e grita durante todo um filme de terror. Com a diferença que aqui é um americano nativo – daqueles que Gibson provavelmente acredita que acabariam metidos em reservas, independentemente das chacinas dos colonos americanos. Tal como parece achar que a dizimação étnica dos conquistadores espanhóis foi consideravelmente irrelevante para o inevitável desaparecimento da sociedade Maia, marcada por fortes superstições e contrastes sociais.
Apesar desta visão parcial, não deixa de ser interessante fazer aqui uma leitura paralela para a nossa realidade: avisando-nos da destruição que nos espera se continuarmos a insistir nos nossos excessos.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Beleza Americana
A crise de Lester Burnham (Kevin Spacey) arrasta-o para um beco sem saída emocional, mas também físico (anuncia-nos, logo no início, que a sua vida não durará muito). Assim, descrever o filme de Sam Mendes a alguém, tentando ao mesmo tendo recomendá-lo, pode ser uma tarefa complicada. Não é certamente da história e dos temas abordados, isoladamente, de onde emana este fascínio que nos envolve, mas da particular sensibilidade do cineasta, no tratamento do material, e de um excelente elenco, encabeçado pelo brilhante Kevin Spacey.
A Vida é Bela
A fantástica saga do livreiro Guido Orefice e de como ele conseguiu, por meio da imaginação e da fantasia, transformar os horrores da rotina de um campo de concentração nazista em regras de uma gincana, pelo menos aos olhos do filho de seis anos, conquistou crítica e público com seu espírito leve, porém crítico, e a coragem de fazer uma comédia para falar do que foi o maior drama do século 20: o Holocausto. O filme traz o contraste entre a vontade de ser feliz e a monstruosidade dos acontecimentos que circundam os personagens, na Itália da Segunda Guerra Mundial. Para fazer "A Vida é Bela", além de Charles Chaplin, uma influência confessa constante, Benigni se inspirou também no que escreveu Leon Trotsky, um dos artífices do socialismo russo, em seu exílio no México.
Foragido de seu país, recluso numa terra estranha e sob a ameaça de ser morto a qualquer momento, Trotsky, em dado momento, contempla a mulher no jardim e escreve que, apesar de tudo, a vida é bela e digna de ser vivida.
É esse otimismo incansável que impregna a história de Guido e de sua família do começo ao fim e a torna, como seu diretor disse, "um hino ao fato de sermos condenados a amar poeticamente a vida porque ela é bela".
O filme pode ser dividido em duas partes muito bem definidas: a luta de Guido (vivido pelo também diretor Benigni) para conquistar seu amor Dora (interpretada por Braschi, mulher de Benigni na vida real) na primeira parte e a luta pela sobrevivência de sua família durante a Segunda Guerra Mundial na segunda metade do filme.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Era Uma Vez na América
Para alguns, a vida é uma simples progressão de acontecimentos corriqueiros que se sucedem com o passar dos anos. Para outros, isso é pouco. Diários de Motocicleta
Um filme que retrata a viagem feita na década de 90 por Ernesto Che Guevara e seu amigo Alberto Granado pela América Latina. Aos poucos eles começam a se sensibilizarem com a extensa pobreza e desigualdade existente no continente. Um dos principais fatores dessa mudança foi sentido quando chegaram na colônia da San Pablo no Peru (Amazônia peruana) onde havia um leprosário. Este leprosário era composto de uma verdadeira segregação entre os doentes, os quais se localizavam na zona sul da colônia, e os médicos e companhia que se encontravam ao norte da colônia, esta que era dividida pelo rio Amazonas, sendo que essa questão da segregação foi uma da que mais tocou Che.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Cinema Paradiso
Um filme Lindo, Lindo, Lindo!!!... Salvatore di Vita é um cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo está morto. 